Associação de Farmácias de Portugal

A Associação de Farmácias de Portugal (AFP), fundada em 1991, foi constituída por um pequeno grupo de 6 Farmácias. Na base da constituição da AFP esteve a intenção de se formar uma Associação que se baseasse num espírito comunitário e de serviço, quer às Farmácias, quer à comunidade.

 

Tem como Missão:

  • Garantir que os Farmacêuticos Comunitários sejam reconhecidos enquanto especialistas do medicamento e valorizados como membros importantes do conjunto de provedores de cuidados de saúde pública;

  • Procurar dar voz às Farmácias junto dos órgãos decisores e outros stakeholders, através da promoção de uma melhor compreensão da prática farmacêutica e ainda junto dos meios de comunicação.

Tem como Visão:

  • Ser um exemplo de sucesso no movimento associativo e no setor farmacêutico, criando um novo relacionamento com as Farmácias, afirmando assim uma postura séria e alheia a interesses políticos em prol do serviço às Farmácias e ao público – uma respeitável ambição que tem guiado a AFP desde 1991;

  • Acreditar que todos podem beneficiar ao defender a Farmácia na sua dupla vertente de serviço público, essencial para a promoção da saúde pública e para a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS), bem como para o crescimento da atividade económica.

TESTEMUNHO

Testemunho de Manuela Pacheco, Presidente da Associação de Farmácias de Portugal (AFP)

”Há mais de 40 anos que exerço a profissão de Farmacêutica. Em quatro décadas, muito mudou no País e muito se evoluiu, felizmente, na prestação de cuidados de saúde à população. 

Olhando para indicadores como a esperança média de vida, a taxa de mortalidade infantil ou mesmo para o número de doenças que foram eliminadas (ou que estão controladas) graças à vacinação, não há dúvidas de que a saúde dos portugueses foi alvo de grandes e assinaláveis progressos. Para essa melhoria generalizada na prestação de cuidados de saúde contribuiu também o trabalho e a atividade dos Farmacêuticos, que todos os dias acompanham milhares de cidadãos. 

Sou Farmacêutica de profissão e por vocação e sou também presidente da Associação de Farmácias de Portugal – entidade que representa perto de 160 Farmácias Comunitárias de todo o país. Esta abrangência territorial e esta proximidade que tenho em relação às preocupações vividas pelas Farmácias Comunitárias do Norte ao Sul do País, do Litoral ao Interior, reforçam a minha convicção de que os Farmacêuticos têm um papel cada vez mais crucial na prevenção de doenças e na promoção da saúde dos portugueses. 

As Farmácias Comunitárias chegam onde muitas vezes o Serviço Nacional de Saúde (SNS) não chega. Esta é uma realidade que ocorre sobretudo nas zonas do interior do País, onde as populações têm de percorrer dezenas de quilómetros para chegar a um Centro de Saúde ou a um Hospital. Por essa razão, nós, os Farmacêuticos, somos muitas vezes o primeiro e último contacto dos cidadãos com o SNS.

É verdade que as Farmácias são as naturais fornecedoras de medicamentos. Mas resumir o papel e a missão das Farmácias a esta função é uma visão redutora que não faz justiça ao papel crucial que os Farmacêuticos desempenham na promoção na saúde das populações. Hoje, as Farmácias prestam um conjunto alargado de serviços, onde se incluem o aconselhamento prestado aos utentes; a preparação individualizada de medicamentos; a administração de vacinas; as consultas de acompanhamento de doenças crónicas (ex: Diabetes), a disponibilização de rastreios e de testes bioquímicos, entre muitos outros. 

Todos os dias as Farmácias e os Farmacêuticos acompanham os cidadãos, evitando muitas deslocações desnecessárias aos hospitais e prevenindo o aparecimento ou o desenvolvimento de patologias que comportariam custos elevados para o Estado.

Esta abrangência de serviços (associada ao facto de as Farmácias terem uma elevada cobertura geográfica e uma grande proximidade junto das populações) faz com que as Farmácias tenham um papel decisivo no descongestionamento do SNS, contribuindo para a obtenção de poupanças significativas de meios técnicos, financeiros e humanos do SNS. 

Numa altura em que se torna evidente que o Estado, sozinho, não tem todos os recursos financeiros, humanos e técnicos necessários para atender a todas as necessidades de saúde de toda a população, as Farmácias Comunitárias e os Farmacêuticos emergem como parceiros fundamentais do Estado para garantir a saúde dos portugueses. 

É certo que são muitos os desafios que se colocam às Farmácias e aos Farmacêuticos, mas acredito também que o futuro passará por uma maior valorização do papel desempenhado pelos Farmacêuticos na promoção da saúde dos portugueses.”