A Farmácia Comunitária assume—se como um espaço de promoção de saúde e de prevenção da doença. Desta forma, não deve, em qualquer circunstância, ser confundida com um espaço com finalidades meramente comerciais ou comparáveis sequer a locais de retalho. Com base nesta premissa, a APEF, como representativa nacional dos estudantes do Mestrado lntegrado em Ciências Farmacêuticas, assume a sua preocupação pelo estado passivo com que diversas farmácias e parte do setor farmacêutico encaram a comercialização da saúde evidenciada pela prática de campanhas promocionais e realização de descontos, que apenas servem como um modo de diferenciação entre estabelecimentos, quando o ónus deveria estar na valorizarão do aconselhamento ao utente. As referidas campanhas e descontos, quer sejam ao nível de Medicamentos Sujeitos a Receita Médica (MSRM) ou não, levantam diversos problemas de caráter ético que não devem ser descartados, por se mostrarem frequentes e terem a aceitação dos utentes. Estes tipos de práticas devem ser reguladas e minoradas, através de mecanismos de vigilância e regulação, por parte dos diferentes intervenientes no setor.

Junho de 2019

A APEF debruçou-se no seu plano Político no que toca à relevância desta aprovação para o futuro da profissão e a valorização da dedicação e resiliência destes profissionais em prol da saúde dos portugueses. A carreira farmacêutica perspetiva-se como fulcral enquanto carreira autónoma e diferenciada, potenciando ainda a formação contínua dos profissionais. Esta medida vem promover nos estudantes uma motivação diversificada perante uma gama de oportunidades maior e particularmente, em seio de Farmácia Hospitalar, um maior interesse e expetativas perante o seu futuro profissional.

Fevereiro de 2019

A APEF, enquanto estrutura representante dos estudantes de Ciências Farmacêuticas a nível nacional, apresentou a sua tomada de posição no que respeita às recentes notícias acerca da falta de medicamentos nas Farmácias portuguesas, pontos essenciais de promoção da saúde e, muitas vezes, agentes concretos enquanto primeira rede de cuidados de saúde primários.

Os estudantes de farmácia são confrontados desde cedo com a necessidade de colocar o utente no centro dos cuidados farmacêuticos e, é de fácil perceção que, se o ciclo do medicamento desvirtuar de alguma forma essa premissa, o sistema em si pode colapsar e corremos o risco de menosprezar a atenção das reais necessidades da sociedade civil e começar a colocar um ónus numa problemática paralela de interesses.

Fevereiro de 2019