Farmacovigilância

O Sistema Nacional de Farmacovigilância (SNF) ganhou importância a nível mundial com o famoso caso da talidomida e, devido a isto, em Portugal houve a necessidade da descentralização, para que este sistema se tornasse um aliado dos profissionais de saúde e para que o envolvimento das universidades fosse maior.

 

O SNF atualmente, conta com unidades regionais de Farmacovigilância, que asseguram que este serviço chega a todo o território continental, e que estes se tornem centros com vocação científica, levando a cabo alguns estudos farmacoepidemiológicos na área da segurança do medicamento.

 

A Farmacovigilância tem como função principal a deteção, registo e avaliação das reações adversas a medicamentos e dispositivos médicos, com o objetivo final da sua prevenção. Para isso, faz a monitorização da segurança dos produtos farmacêuticos, quer na fase de ensaios clínicos, quer na fase de pós-comercialização, através da implementação de sistemas de gestão de risco e de Farmacovigilância. Este setor exige uma permanente comunicação com os órgãos comunitários responsáveis, como a EMA e o INFARMED.

 

O SNF enfrenta diariamente o desafio de implementar mecanismos de deteção de Reações Adversas ao Medicamento (RAMs) eficazes, procurando sempre manter as informações acerca do medicamento o mais atualizadas possível. Para além disso, é também desafio para o SNF sensibilizar toda a população para reportarem as RAMs, no entanto são necessários sistemas de comunicação e sensibilização mais eficazes.