Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica

A Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (APIFARMA) foi fundada em 1975, sucedendo ao Grémio Nacional dos Industriais de Especialidades Farmacêuticas, instituição criada em 1939.

Atualmente, representa mais de 110 empresas responsáveis pela produção e importação de medicamentos para uso humano e veterinário, vacinas e diagnósticos in vitro.

Possui um papel importante a nível internacional através da presença nas reuniões anuais da EFPIA (Federação Europeia da Indústria e Associações Farmacêuticas), da IFPMA (Federação Internacional da Indústria Farmacêutica) e das restantes associações europeias em que a APIFARMA se encontra filiada (Association of the European Self-Medication IndustryAESGP, AnimalhealthEuropeIFAH-Europa e European Diagnostic Manufacturers AssociationEDMA). A APIFARMA decidiu reforçar a sua presença internacional, alargando a participação nos principais grupos de trabalho da EFPIA e criou, internamente, um grupo de trabalho para coordenação dos assuntos europeus e internacionais, com o objetivo de articular a informação entre os representantes e otimizar as matérias tratadas.

Tem como missão:

  • Defesa de elevados padrões de qualidade, segurança e eficácia dos medicamentos produzidos;

  • Defesa de um sistema de aprovação dos medicamentos célere e eficiente;

  • Proteção dos direitos de propriedade industrial;

  • Proximidade com o doente, primeiro destinatário da sua atividade;

  • Interação com a comunidade científica, quer pela permuta do conhecimento, quer pela preservação do património científico;

  • Promoção de uma cultura de defesa ambiental, como salvaguarda da Saúde Pública;

  • Proximidade com a Comunidade, para divulgação da sua missão e valores;

  • Respeito integral pela legislação que lhe é aplicável, não admitindo qualquer forma de trabalho forçado ou compulsório, nem de trabalho infantil no desenvolvimento das suas atividades.

TESTEMUNHO

Ana Cristina Lopes  

Directora de Assuntos Técnicos na Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica

”É um privilégio partilhar com os estudantes a minha experiência e o meu testemunho como farmacêutica com mais  de 30 anos de experiência profissional sobretudo na Indústria Farmacêutica. Iniciei o meu percurso académico na Faculdade de Farmácia na Universidade de Lisboa e, desde logo, surgiu o meu  interesse pelo movimento associativo, tendo integrado a Associação de Estudantes da FFUL. Esta experiência permitiu‐me ab initium um contacto mais de perto com as questões relacionadas com o papel do farmacêutico e  da política de saúde e do medicamento em Portugal. Após 3 anos iniciais de exercício como farmacêutica hospitalar, seguiram‐se experiências profissionais importantes que marcaram o meu percurso profissional ligado à Indústria Farmacêutica,  como Product Manager , promovida aGroup Product Manager, e mais tarde ligada à área Regulamentar, Institucional e de Direcção Técnica. Desde 2003 que assumo a Direcção dos Assuntos Técnicos na APIFARMA ‐ Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica ‐ assegurando as funções de coordenação das várias  áreas de intervenção do departamento em todas as matérias de natureza técnico‐científicas (regulamentar, farmacêutica, avaliação de tecnologias de saúde, inovação e desenvolvimento, acesso, financiamento, exportação & internacionalização, etc.). Estas e outras matérias integram o core business da actividade da APIFARMA, na defesa  do interesse dos associados que, por sua vez, tem como missão responder às necessidades terapêuticas dos Doentes. A evolução do movimento associativo na área da indústria farmacêutica torna este lugar um desafio constante no sentido de dar resposta a uma conjuntura política em permanente transformação e renovação.  Apesar dos desafios, o contributo decisivo que a Indústria Farmacêutica tem assumido para o desenvolvimento e o progresso das sociedades, engrandece o significado do meu percurso enquanto farmacêutica ligada a este sector. O futuro? Para a Indústria, e especialmente para os farmacêuticos da Indústria, exige‐se um esforço de adequação  e formação permanentes, uma necessidade de aumentar a flexibilidade para assumir novas funções  e o desenvolvimento de uma maior resiliência e agilidade à mudança, fomentando novos ecossistemas de inovação.  Os principais desafios que estes profissionais terão de enfrentar nos próximos anos são, parecem estar mais ligados  às seguintes áreas: 

  • Condições  de acesso ao  mercado mais exigentes.  A pressão para baixar a  despesa pública irá continuar,  conforme vem sendo reflectido nos vários Orçamentos para a Saúde.
  • Encontrar  mecanismos de  acesso do medicamento  ao mercado compatíveis com  a sustentabilidade orçamental, garantindo o tecido empresarial, respondendo ao interesse e necessidade dos cidadãos.
  • Manter a competitividade das empresas a operar no mercado nacional face a outros mercados. Na medida em  que, tal como Portugal, muitos países adoptam hoje, por sistemas de referenciação internacional, a questão  das exportações paralelas dentro da União Europeia exige uma vigilância importantes.
  • Para a indústria de base produtiva nacional o desafio passa por investir mais em inovação e desenvolvimento,  bem como na internacionalização e exportação para novos mercados.
  • Operar num quadro  em constante mudança  do sector dificulta a  previsibilidade. As dívidas  à Indústria Farmacêutica por  parte dos hospitais do Serviço  Nacional de Saúde, os acordos globais  de contenção de despesa, as constantes alterações  legislativas no campo do medicamento, são factores de  incerteza e acarretam dificuldades acrescidas a quem opera neste sector.

Para terminar, dirigido as minhas últimas palavras aos jovens farmacêuticos, reforçando que continuam a ter lugar  na Indústria Farmacêutica, um sector que inova e se renova constantemente. O principal desafio será a  perseverança e estar disponível para abraçar um mundo mais global dentro e fora de Portugal.”