Distribuição Grossista Farmacêutica

A Distribuição Grossista Farmacêutica é responsável pela contínua e atempada disponibilização de produtos nas farmácias, hospitais e unidades de saúde, garantindo o seu correto armazenamento, conservação e transporte.

 

A Distribuição Grossista Farmacêutica faz a ponte entre as Indústrias Farmacêuticas e as Farmácias Comunitárias, e outros pontos de venda de produtos de saúde. Com um aumento da competição na área da Indústria Farmacêutica, o mercado tornou-se mais estruturado e economicamente interessante, abrindo espaço ao surgimento de empresas que, de uma forma organizada, começaram a exercer esta atividade e ao surgimento de grupos de compras de Farmácias (particulares ou empresas) onde existe uma organização de forma a comprar os produtos com maior desconto, devido ao maior poder de compra.

 

Esta atividade profissional é liderada por um Farmacêutico, na componente de Direção Técnica e é regulada pelo INFARMED e regulamentada pelas normas de Boas-Práticas de Distribuição.

 

O Diretor Técnico do armazém tem variadas funções, tais como: assegurar o cumprimento das boas práticas da distribuição, controlo de substâncias psicotrópicas, controlo de qualidade e verificação das condições de transporte e armazenamento. Para além do Diretor Técnico, mais farmacêuticos ocupam lugares de chefia, em diversas áreas da distribuição, quer no marketing, quer na gestão do armazém, receção das encomendas, recolha e devoluções de medicamentos à indústria e na angariação e gestão de reclamações dos clientes.

Testemunho

Manuel Talhinhas

Em 2017, na Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, concluí o Mestrado em Ciências Farmacêuticas (MICF). Desde então, profissionalmente, abracei o desafio de integrar a ADIFA – Associação de Distribuidores Farmacêuticos, primeiro enquanto Secretário Técnico e posteriormente como Corporate Affairs and Project Manager.

Durante o meu percurso académico, através da participação nos diferentes programas de estágio extracurriculares, procurei sempre complementar a minha formação universitária com experiências em diferentes áreas do setor farmacêutico (particularmente aquelas não abrangidas pelo estágio curricular). Foi nesse contexto que tive a oportunidade de contactar, pela primeira vez, com a realidade da Distribuição Farmacêutica, que até então desconhecia e não era muito abordada ao longo do curso.

Foi uma feliz coincidência, porque, por vezes, a panóplia de oportunidades em diferentes áreas do setor farmacêutico, complica as nossas escolhas. Na distribuição encontrei um setor moderno, altamente eficiente e automatizado, que funciona como elo vital no circuito farmacêutico. A possibilidade de contribuir para o desenvolvimento e reconhecimento de um setor que tem por missão a saúde pública e presta um serviço de interesse público é uma enorme satisfação enquanto farmacêutico.

A oportunidade na ADIFA, por outro lado, permitiu-me aliar o gosto que sempre tive pelo Associativismo, já que sempre estive envolvido em diversas associações, académicas, juvenis, nacionais e internacionais. Fazer parte da Associação praticamente desde o seu início é também uma oportunidade extraordinária para ver crescer uma associação empresarial. Ao longo deste período, tenho também integrado o Grupo Profissional de Distribuição Farmacêutica da Ordem dos Farmacêuticos.

Compreender a realidade do mercado e das empresas foi também outro motivo que me impulsionou a desenvolver as competências na área da gestão. Por isso, em 2019 iniciei a Pós-Graduação em Gestão Empresarial no Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa (ISEG).

Um aspeto que considero muito interessante na distribuição farmacêutica é o facto de estar no meio da cadeia do medicamento, o que nos permite contactar a montante e jusante com os intervenientes do circuito, indústria e farmácias. A atividade dos farmacêuticos e as suas competências são extremamente relevantes, não só pela compreensão da complexidade da cadeia do medicamento e das tecnologias de saúde em geral, das suas especificidades, mas também enquanto garante técnico da qualidade e segurança do circuito.

Os padrões regulamentares exigentes e a desafiante operação de armazenamento e transporte dos medicamentos e produtos de saúde necessários aos milhões de portugueses, com condicionantes económicas próprias, é um estímulo ao desenvolvimento da nossa intervenção.

Participar na distribuição farmacêutica é sinónimo de estar num setor dinâmico, constantemente em evolução, que exige elevados conhecimentos técnicos que permitam disponibilizar, tecnologias de saúde aos cidadãos no contexto da sua comunidade e através de um circuito robusto e de confiança.

Estou convicto que os colegas que venham a desempenhar funções nesta área, poderão experienciar esse espírito de missão, de concretização pessoal e profissional, e a explorar o potencial de inovação e desenvolvimento deste setor.