O Livro Branco do Ensino Farmacêutico é um projeto colaborativo que traça uma visão estratégica para o futuro da formação em Ciências Farmacêuticas em Portugal. Reúne propostas inovadoras que promovem a ligação entre teoria e prática, a integração tecnológica e o desenvolvimento de um ensino mais humano, moderno e alinhado com as exigências da profissão.
O Ensino Farmacêutico em Portugal está num momento de transformação, impulsionado pela rápida evolução científica, tecnológica e social, que exige das Instituições de Ensino Superior uma adaptação contínua. O Livro Branco do Ensino Farmacêutico reflete esse compromisso, reunindo propostas desenvolvidas de forma colaborativa entre estudantes, docentes e representantes do setor.
O documento identifica fragilidades no ensino atual, como a distância entre teoria e prática, a necessidade de melhorar a formação pedagógica dos docentes e o uso ainda limitado das tecnologias digitais e da inteligência artificial, apresentando estratégias para modernizar e fortalecer a formação dos futuros farmacêuticos.
O Ensino Farmacêutico em Portugal vive uma fase de profunda transformação, marcada pela necessidade de atualizar currículos, valorizar práticas pedagógicas inovadoras e promover o papel ativo dos estudantes. A evolução do ensino deve basear-se na comunicação, no trabalho multidisciplinar e no pensamento crítico, integrando tecnologias digitais de forma equilibrada e humana. O capítulo reforça a importância da capacitação contínua dos docentes e apresenta propostas que visam melhorar a qualidade e a eficácia da formação farmacêutica, alinhando-a com as exigências atuais e futuras da profissão.
A avaliação no Ensino Farmacêutico é vista como elemento essencial para garantir a qualidade e o desenvolvimento integral das competências dos estudantes. Este capítulo defende um modelo avaliativo formativo, reflexivo e transparente, que vá além da simples medição de resultados, promovendo a aprendizagem contínua e o pensamento crítico. Valoriza práticas inovadoras baseadas em critérios claros, feedback construtivo e no uso de tecnologias digitais para personalizar o acompanhamento e tornar a avaliação mais justa, eficaz e alinhada com as exigências científicas e profissionais atuais.
A transformação digital no Ensino Farmacêutico surge como uma oportunidade para tornar a aprendizagem mais eficaz, personalizada e interativa. O uso de tecnologias educativas e inteligência artificial permite criar experiências imersivas e desenvolver competências práticas e interdisciplinares. Contudo, exige também literacia digital, ética e formação contínua de docentes, garantindo uma utilização responsável e alinhada com os valores da profissão. O capítulo defende um equilíbrio entre inovação tecnológica e rigor científico, assegurando qualidade, equidade e ética na formação dos futuros farmacêuticos.
O sucesso no Ensino Farmacêutico depende tanto das competências técnicas como do bem-estar e integração dos estudantes. Fatores como o equilíbrio entre vida académica e pessoal, o sentimento de pertença, a saúde mental e o apoio institucional são essenciais para a motivação e a aprendizagem sustentada. O capítulo destaca a importância de políticas inclusivas e redes de apoio que promovam um percurso académico saudável e formem farmacêuticos equilibrados e preparados para os desafios profissionais.
O estágio curricular é uma etapa essencial da formação em Ciências Farmacêuticas, permitindo aplicar conhecimentos teóricos em contextos reais e desenvolver competências técnicas e humanas. Embora os estudantes demonstrem elevada satisfação, o estudo da APEF identifica oportunidades de melhoria, como o equilíbrio entre estágio e dissertação, melhor preparação e diversificação das áreas de estágio. Defende-se maior flexibilidade e valorização dos estágios extracurriculares, de modo a promover uma formação mais completa, adaptada ao mercado e às novas exigências da profissão farmacêutica.
